Quem nunca ouviu falar que 'o Brasil é o país do futebol'? Pois é, o problema é que essa frase hoje em dia não cabe mais! Ultimamente o futebol brasileiro vai aos trancos e barrancos para se manter como uma seleção forte no cenário mundial, basta ver o ranking da FIFA onde o nosso país ocupa a vergonhosa 19ª colocação, atras de países como Colômbia, Grécia e Bélgica.
E então você deve pensar: se o futebol que recebe fortes investimentos, patrocínios e é o esporte que mais lucra no Brasil esta nessa situação, imagina o nosso humilde xadrez! Bem, vejamos pelo lado bom.
O xadrez brasileiro ocupa a 24ª colocação no ranking da FIDE, apenas 7 colocações atras de Cuba, a qual - assim como a Rússia - incentiva suas crianças a praticarem o xadrez desde a escola e tem muito mais investimento no esporte do que o Brasil.
O Xadrez no Brasil esta presente em algumas poucas escolas e não é, nem de longe, parecido com outras escolas de outros países. Há muito desconhecimento sobre o esporte, e isso é agravado pelo preconceito que há em relação ao jogo, que aparenta ser chato e muito demorado. De fato, temos muito ainda o que melhorar, o que não é fácil. E sem apoio do governo fica mais difícil. A Rússia, por exemplo, tem 6404 jogadores ativos e 148 GM's (Grande Mestres), enquanto que o Brasil possui apenas 1188 jogadores ativos e seus 10 GM's. A conclusão que se pode tirar disso tudo é que mesmo com poucos incentivos aos nossos jogadores, com toda essa visão melancólica que o Brasil tem do xadrez, ainda assim, temos bons jogadores, que levam a sério o esporte e que fazem dele seu modo de vida. O Brasil não é mais o país da 'firula', nem tão pouco o país do Xadrez, mas com certeza o foco mudou, abrindo oportunidades para outras modalidades.
Pelo menos no xadrez, o Brasil está na frente da Argentina!

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